quinta-feira, 23 de abril de 2009

gradaçao das cores

A gradação das cores e uma mistura gradativa entre algumas cores que vira o ciclo das cores analógicas que tem as cores analógicas como e as primarias são: azul,amarelo,vermelho e as cores secundarias são :roxo,verde e laranja e as cores tercéarias saõ:amarelo+laranja eigual amarelo alaranjado amarelo+verde e igual amarelo esverdeado e e assim que e as gradaçoes das cores.Cores pigmentos As cores tambem conhecidas (cores puras) saõ pigmentos naturais:vegeta (coloral) e mineral naõ formado pela mistura de outras cores .Saõ elas que tem muintas cores que formam uma cor sozinha. E essas cores saõ muinto importante para osirculo cromatico das cores o vermelho cores complementares saõ aquelas opostas no circulo das cores .Saõ constranstes entre si . O vermelho e complementar ao verde. O azul e complementar ao laranja. Oamarelo e complementar ao roxo. E tambem tem as cores analogicas que vem junto com as matizes . A mistura gradativa entre as cores do circulo das cores e tambem tem a moconomia ela euma coisa que e muinto importante para o sircolo comratico das cores que tambem tem as cores dgrade .misturando o preto com o branco com o preto tornando -se mais ,escuras.

sexta-feira, 20 de fevereiro de 2009

a natureza morta





A pintura de natureza-morta (com temática de arranjos de frutas, legumes e utensílios domésticos) surgiu como um gênero mais simplório, no início do Barroco, derivado das pinturas que representavam cenas religiosas em cozinhas populares. Outros temas que ganharam autonomia nesse contexto do século XVI foram as Pinturas de Gênero e as Paisagens, depois as temáticas de vasos e grinaldas de flores e abates da caça. Por mais que existam registros anteriores de pinturas com estas temáticas - como em murais da Roma Antiga -, é no Barroco que elas adquirem destaque enquanto categoria independente. Mas foi apenas no século XVIII, em meio ao surgimento da disciplina de estudo científico História da Arte, que estes foram considerados "gêneros" de pintura.

No século XVII a natureza-morta era considerada de menor importância (em relação às pinturas históricas, mitológicas e religiosas) e tinha um menor preço no mercado. Era vista como pintura apenas decorativa e, mesmo nos lares dos Países Baixos mais humildes, ocupava os cômodos de menor importância.

Como sua origem deriva da pintura religiosa, a natureza-morta passou a funcionar como metáfora moralizante dentro da cultura católica: a fruta que é bela por fora, mas apresenta indícios de podridão interna; ou apenas uma fruta que ostenta uma beleza tentadora e perigosa; ou até mesmo por causa da simbologia cristã de alguns alimentos – como vemos em Cristo na casa de Marta e Maria. Esta conotação esteve presente principalmente na Espanha e na região flamenga (parte sul dos Países Baixos, que estava sob domínio espanhol católico).

Reafirmando este conteúdo moral, mas já não tão específicos da cultura católica, outros objetos e personagens foram colocados nas composições, como um gato faminto que deseja um peixe fresco estrategicamente colocado, ou caveiras (ver Ciclo da Vida) e livros (ver Biblioteca), que lembravam o fim do homem e a importância da conquista do conhecimento e da sabedoria. Atuavam como contraponto à vaidade, que muitas obras deste gênero exaltavam.

Na Espanha o gênero foi chamado Bodegodes e foi usado como forma de mostrar a destreza técnica naturalista do artista e por remeter, além de aos conteúdos morais, ao misticismo tão valorizado pela cultura da época. A penetração Bodegodes abriu mais uma possibilidade aos pintores que não viviam sob a tutela do rei, de encontrar um público consumidor.

Já na Holanda protestante, que tentava distanciar-se das representações religiosas com a valorização do cotidiano burguês, a natureza-morta não teve ligação explicita com a Igreja católica. Havia ali a ênfase na espiritualidade inerente à realidade cotidiana do indivíduo comum. As imagens da região sublimavam a espiritualidade percebida nas cenas e objetos do cotidiano da época. Isto fica visível no próprio termo adotado na região para este gênero: vida silenciosa.

A partir do século XVIII, na Espanha, a natureza-morta desviou-se do contexto popular de sua origem para servir como registro das condições sociais e do status de sua clientela (classe alta e média). Por essas pinturas podemos saber, por exemplo, que a carne de caça, de porco, o peixe fresco e o seco eram iguarias apreciadas por distintas classes sociais da província de Madri. Em especial o peixe fresco, que deixou de ser enfatizado nas pinturas por seu conteúdo religioso para começar a demarcar o elevado poder econômico do seu consumidor, uma vez que Madri está localizada no centro do país, e o peixe fresco era, portanto, muito mais caro ali do que o seco e, por isto, consumido apenas pela classe abastada.

No final do século XIX e início do século XX, em meio aos ideais modernistas e das tendências formalistas, a natureza-morta voltou a ser vista como em sua origem: um gênero “sem tema”. Pela neutralidade dos “personagens” deste gênero, ele era apropriado para as pesquisas plásticas dos artistas (de composição, cor, figura, etc) sem estar sujeito a cair no sentimentalismo inerente ao tema da figura humana, por exemplo. Por essa razão é que composições com frutas, fruteiras, mesas e instrumentos musicais são recorrentes entre os cubistas. Antes mesmo deles, Cézanne já havia pintado uma série de naturezas-mortas, como Natureza morta com maçãs e laranjas, que vemos na Mansão de Quelícera, introduzindo a busca objetiva de novas concepções estéticas para a arte. Nesse contexto, o naturalismo, uma das características mais marcantes da natureza-morta do século XVII, foi completamente abolido em favor de uma nova concepção de cor, luminosidade, figura e espaço. As caveiras e livros, representados isoladamente, também estiveram presentes nas obras dessa época: Pirâmide de Caveiras, de Cézanne, e Caveira e Natureza morta com Bíblia, de van Gogh. Nestas, por mais que se considere a busca formal presente na arte do período, está bastante visível o cunho simbólico que os “personagens” destas obras tinham para os artistas que as representaram.


Atualização em 30/01/2006.




Velázquez
Cristo na casa de Marta e Maria


Cézanne
Natureza morta com maçãs e laranjas


Cézanne

Pirâmide de Caveiras


Van Gogh

Caveira


Van Gogh
Natureza morta com Bíblia


retrato : ciclo da vida : pintura de gênero : natureza morta : iluminação : paisagem : apropriação : instrumentos musicais



A pintura de natureza-morta (com temática de arranjos de frutas, legumes e utensílios domésticos) surgiu como um gênero mais simplório, no início do Barroco, derivado das pinturas que representavam cenas religiosas em cozinhas populares. Outros temas que ganharam autonomia nesse contexto do século XVI foram as Pinturas de Gênero e as Paisagens, depois as temáticas de vasos e grinaldas de flores e abates da caça. Por mais que existam registros anteriores de pinturas com estas temáticas - como em murais da Roma Antiga -, é no Barroco que elas adquirem destaque enquanto categoria independente. Mas foi apenas no século XVIII, em meio ao surgimento da disciplina de estudo científico História da Arte, que estes foram considerados "gêneros" de pintura.

No século XVII a natureza-morta era considerada de menor importância (em relação às pinturas históricas, mitológicas e religiosas) e tinha um menor preço no mercado. Era vista como pintura apenas decorativa e, mesmo nos lares dos Países Baixos mais humildes, ocupava os cômodos de menor importância.

Como sua origem deriva da pintura religiosa, a natureza-morta passou a funcionar como metáfora moralizante dentro da cultura católica: a fruta que é bela por fora, mas apresenta indícios de podridão interna; ou apenas uma fruta que ostenta uma beleza tentadora e perigosa; ou até mesmo por causa da simbologia cristã de alguns alimentos – como vemos em Cristo na casa de Marta e Maria. Esta conotação esteve presente principalmente na Espanha e na região flamenga (parte sul dos Países Baixos, que estava sob domínio espanhol católico).

Reafirmando este conteúdo moral, mas já não tão específicos da cultura católica, outros objetos e personagens foram colocados nas composições, como um gato faminto que deseja um peixe fresco estrategicamente colocado, ou caveiras (ver Ciclo da Vida) e livros (ver Biblioteca), que lembravam o fim do homem e a importância da conquista do conhecimento e da sabedoria. Atuavam como contraponto à vaidade, que muitas obras deste gênero exaltavam.

Na Espanha o gênero foi chamado Bodegodes e foi usado como forma de mostrar a destreza técnica naturalista do artista e por remeter, além de aos conteúdos morais, ao misticismo tão valorizado pela cultura da época. A penetração Bodegodes abriu mais uma possibilidade aos pintores que não viviam sob a tutela do rei, de encontrar um público consumidor.

Já na Holanda protestante, que tentava distanciar-se das representações religiosas com a valorização do cotidiano burguês, a natureza-morta não teve ligação explicita com a Igreja católica. Havia ali a ênfase na espiritualidade inerente à realidade cotidiana do indivíduo comum. As imagens da região sublimavam a espiritualidade percebida nas cenas e objetos do cotidiano da época. Isto fica visível no próprio termo adotado na região para este gênero: vida silenciosa.

A partir do século XVIII, na Espanha, a natureza-morta desviou-se do contexto popular de sua origem para servir como registro das condições sociais e do status de sua clientela (classe alta e média). Por essas pinturas podemos saber, por exemplo, que a carne de caça, de porco, o peixe fresco e o seco eram iguarias apreciadas por distintas classes sociais da província de Madri. Em especial o peixe fresco, que deixou de ser enfatizado nas pinturas por seu conteúdo religioso para começar a demarcar o elevado poder econômico do seu consumidor, uma vez que Madri está localizada no centro do país, e o peixe fresco era, portanto, muito mais caro ali do que o seco e, por isto, consumido apenas pela classe abastada.

No final do século XIX e início do século XX, em meio aos ideais modernistas e das tendências formalistas, a natureza-morta voltou a ser vista como em sua origem: um gênero “sem tema”. Pela neutralidade dos “personagens” deste gênero, ele era apropriado para as pesquisas plásticas dos artistas (de composição, cor, figura, etc) sem estar sujeito a cair no sentimentalismo inerente ao tema da figura humana, por exemplo. Por essa razão é que composições com frutas, fruteiras, mesas e instrumentos musicais são recorrentes entre os cubistas. Antes mesmo deles, Cézanne já havia pintado uma série de naturezas-mortas, como Natureza morta com maçãs e laranjas, que vemos na Mansão de Quelícera, introduzindo a busca objetiva de novas concepções estéticas para a arte. Nesse contexto, o naturalismo, uma das características mais marcantes da natureza-morta do século XVII, foi completamente abolido em favor de uma nova concepção de cor, luminosidade, figura e espaço. As caveiras e livros, representados isoladamente, também estiveram presentes nas obras dessa época: Pirâmide de Caveiras, de Cézanne, e Caveira e Natureza morta com Bíblia, de van Gogh. Nestas, por mais que se considere a busca formal presente na arte do período, está bastante visível o cunho simbólico que os “personagens” destas obras tinham para os artistas que as representaram.


Atualização em 30/01/2006.




Velázquez
Cristo na casa de Marta e Maria


Cézanne
Natureza morta com maçãs e laranjas


Cézanne

Pirâmide de Caveiras


Van Gogh

Caveira


Van Gogh
Natureza morta com Bíblia

retrato : ciclo da vida : pintura de gênero : natureza morta : iluminação : paisagem : apropriação : instrumentos musicais




A pintura de natureza-morta (com temática de arranjos de frutas, legumes e utensílios domésticos) surgiu como um gênero mais simplório, no início do Barroco, derivado das pinturas que representavam cenas religiosas em cozinhas populares. Outros temas que ganharam autonomia nesse contexto do século XVI foram as Pinturas de Gênero e as Paisagens, depois as temáticas de vasos e grinaldas de flores e abates da caça. Por mais que existam registros anteriores de pinturas com estas temáticas - como em murais da Roma Antiga -, é no Barroco que elas adquirem destaque enquanto categoria independente. Mas foi apenas no século XVIII, em meio ao surgimento da disciplina de estudo científico História da Arte, que estes foram considerados "gêneros" de pintura.

No século XVII a natureza-morta era considerada de menor importância (em relação às pinturas históricas, mitológicas e religiosas) e tinha um menor preço no mercado. Era vista como pintura apenas decorativa e, mesmo nos lares dos Países Baixos mais humildes, ocupava os cômodos de menor importância.

Como sua origem deriva da pintura religiosa, a natureza-morta passou a funcionar como metáfora moralizante dentro da cultura católica: a fruta que é bela por fora, mas apresenta indícios de podridão interna; ou apenas uma fruta que ostenta uma beleza tentadora e perigosa; ou até mesmo por causa da simbologia cristã de alguns alimentos – como vemos em Cristo na casa de Marta e Maria. Esta conotação esteve presente principalmente na Espanha e na região flamenga (parte sul dos Países Baixos, que estava sob domínio espanhol católico).

Reafirmando este conteúdo moral, mas já não tão específicos da cultura católica, outros objetos e personagens foram colocados nas composições, como um gato faminto que deseja um peixe fresco estrategicamente colocado, ou caveiras (ver Ciclo da Vida) e livros (ver Biblioteca), que lembravam o fim do homem e a importância da conquista do conhecimento e da sabedoria. Atuavam como contraponto à vaidade, que muitas obras deste gênero exaltavam.

Na Espanha o gênero foi chamado Bodegodes e foi usado como forma de mostrar a destreza técnica naturalista do artista e por remeter, além de aos conteúdos morais, ao misticismo tão valorizado pela cultura da época. A penetração Bodegodes abriu mais uma possibilidade aos pintores que não viviam sob a tutela do rei, de encontrar um público consumidor.

Já na Holanda protestante, que tentava distanciar-se das representações religiosas com a valorização do cotidiano burguês, a natureza-morta não teve ligação explicita com a Igreja católica. Havia ali a ênfase na espiritualidade inerente à realidade cotidiana do indivíduo comum. As imagens da região sublimavam a espiritualidade percebida nas cenas e objetos do cotidiano da época. Isto fica visível no próprio termo adotado na região para este gênero: vida silenciosa.

A partir do século XVIII, na Espanha, a natureza-morta desviou-se do contexto popular de sua origem para servir como registro das condições sociais e do status de sua clientela (classe alta e média). Por essas pinturas podemos saber, por exemplo, que a carne de caça, de porco, o peixe fresco e o seco eram iguarias apreciadas por distintas classes sociais da província de Madri. Em especial o peixe fresco, que deixou de ser enfatizado nas pinturas por seu conteúdo religioso para começar a demarcar o elevado poder econômico do seu consumidor, uma vez que Madri está localizada no centro do país, e o peixe fresco era, portanto, muito mais caro ali do que o seco e, por isto, consumido apenas pela classe abastada.

No final do século XIX e início do século XX, em meio aos ideais modernistas e das tendências formalistas, a natureza-morta voltou a ser vista como em sua origem: um gênero “sem tema”. Pela neutralidade dos “personagens” deste gênero, ele era apropriado para as pesquisas plásticas dos artistas (de composição, cor, figura, etc) sem estar sujeito a cair no sentimentalismo inerente ao tema da figura humana, por exemplo. Por essa razão é que composições com frutas, fruteiras, mesas e instrumentos musicais são recorrentes entre os cubistas. Antes mesmo deles, Cézanne já havia pintado uma série de naturezas-mortas, como Natureza morta com maçãs e laranjas, que vemos na Mansão de Quelícera, introduzindo a busca objetiva de novas concepções estéticas para a arte. Nesse contexto, o naturalismo, uma das características mais marcantes da natureza-morta do século XVII, foi completamente abolido em favor de uma nova concepção de cor, luminosidade, figura e espaço. As caveiras e livros, representados isoladamente, também estiveram presentes nas obras dessa época: Pirâmide de Caveiras, de Cézanne, e Caveira e Natureza morta com Bíblia, de van Gogh. Nestas, por mais que se considere a busca formal presente na arte do período, está bastante visível o cunho simbólico que os “personagens” destas obras tinham para os artistas que as representaram.


Atualização em 30/01/2006.




Velázquez
Cristo na casa de Marta e Maria


Cézanne
Natureza morta com maçãs e laranjas


Cézanne

Pirâmide de Caveiras


Van Gogh

Caveira


Van Gogh
Natureza morta com Bíblia


retrato : ciclo da vida : pintura de gênero : natureza morta : iluminação : paisagem : apropriação : instrumentos musicais



A pintura de natureza-morta (com temática de arranjos de frutas, legumes e utensílios domésticos) surgiu como um gênero mais simplório, no início do Barroco, derivado das pinturas que representavam cenas religiosas em cozinhas populares. Outros temas que ganharam autonomia nesse contexto do século XVI foram as Pinturas de Gênero e as Paisagens, depois as temáticas de vasos e grinaldas de flores e abates da caça. Por mais que existam registros anteriores de pinturas com estas temáticas - como em murais da Roma Antiga -, é no Barroco que elas adquirem destaque enquanto categoria independente. Mas foi apenas no século XVIII, em meio ao surgimento da disciplina de estudo científico História da Arte, que estes foram considerados "gêneros" de pintura.

No século XVII a natureza-morta era considerada de menor importância (em relação às pinturas históricas, mitológicas e religiosas) e tinha um menor preço no mercado. Era vista como pintura apenas decorativa e, mesmo nos lares dos Países Baixos mais humildes, ocupava os cômodos de menor importância.

Como sua origem deriva da pintura religiosa, a natureza-morta passou a funcionar como metáfora moralizante dentro da cultura católica: a fruta que é bela por fora, mas apresenta indícios de podridão interna; ou apenas uma fruta que ostenta uma beleza tentadora e perigosa; ou até mesmo por causa da simbologia cristã de alguns alimentos – como vemos em Cristo na casa de Marta e Maria. Esta conotação esteve presente principalmente na Espanha e na região flamenga (parte sul dos Países Baixos, que estava sob domínio espanhol católico).

Reafirmando este conteúdo moral, mas já não tão específicos da cultura católica, outros objetos e personagens foram colocados nas composições, como um gato faminto que deseja um peixe fresco estrategicamente colocado, ou caveiras (ver Ciclo da Vida) e livros (ver Biblioteca), que lembravam o fim do homem e a importância da conquista do conhecimento e da sabedoria. Atuavam como contraponto à vaidade, que muitas obras deste gênero exaltavam.

Na Espanha o gênero foi chamado Bodegodes e foi usado como forma de mostrar a destreza técnica naturalista do artista e por remeter, além de aos conteúdos morais, ao misticismo tão valorizado pela cultura da época. A penetração Bodegodes abriu mais uma possibilidade aos pintores que não viviam sob a tutela do rei, de encontrar um público consumidor.

Já na Holanda protestante, que tentava distanciar-se das representações religiosas com a valorização do cotidiano burguês, a natureza-morta não teve ligação explicita com a Igreja católica. Havia ali a ênfase na espiritualidade inerente à realidade cotidiana do indivíduo comum. As imagens da região sublimavam a espiritualidade percebida nas cenas e objetos do cotidiano da época. Isto fica visível no próprio termo adotado na região para este gênero: vida silenciosa.

A partir do século XVIII, na Espanha, a natureza-morta desviou-se do contexto popular de sua origem para servir como registro das condições sociais e do status de sua clientela (classe alta e média). Por essas pinturas podemos saber, por exemplo, que a carne de caça, de porco, o peixe fresco e o seco eram iguarias apreciadas por distintas classes sociais da província de Madri. Em especial o peixe fresco, que deixou de ser enfatizado nas pinturas por seu conteúdo religioso para começar a demarcar o elevado poder econômico do seu consumidor, uma vez que Madri está localizada no centro do país, e o peixe fresco era, portanto, muito mais caro ali do que o seco e, por isto, consumido apenas pela classe abastada.

No final do século XIX e início do século XX, em meio aos ideais modernistas e das tendências formalistas, a natureza-morta voltou a ser vista como em sua origem: um gênero “sem tema”. Pela neutralidade dos “personagens” deste gênero, ele era apropriado para as pesquisas plásticas dos artistas (de composição, cor, figura, etc) sem estar sujeito a cair no sentimentalismo inerente ao tema da figura humana, por exemplo. Por essa razão é que composições com frutas, fruteiras, mesas e instrumentos musicais são recorrentes entre os cubistas. Antes mesmo deles, Cézanne já havia pintado uma série de naturezas-mortas, como Natureza morta com maçãs e laranjas, que vemos na Mansão de Quelícera, introduzindo a busca objetiva de novas concepções estéticas para a arte. Nesse contexto, o naturalismo, uma das características mais marcantes da natureza-morta do século XVII, foi completamente abolido em favor de uma nova concepção de cor, luminosidade, figura e espaço. As caveiras e livros, representados isoladamente, também estiveram presentes nas obras dessa época: Pirâmide de Caveiras, de Cézanne, e Caveira e Natureza morta com Bíblia, de van Gogh. Nestas, por mais que se considere a busca formal presente na arte do período, está bastante visível o cunho simbólico que os “personagens” destas obras tinham para os artistas que as representaram.


Atualização em 30/01/2006.




Velázquez
Cristo na casa de Marta e Maria


Cézanne
Natureza morta com maçãs e laranjas


Cézanne

Pirâmide de Caveiras


Van Gogh

Caveira


Van Gogh
Natureza morta com Bíblia

retrato : ciclo da vida : pintura de gênero : natureza morta : iluminação : paisagem : apropriação : instrumentos musicais

segunda-feira, 24 de novembro de 2008

Reconhecimento da inorância


O desperta de Socrates para a filosofia tira conhecido de uma forma muito diferente e segura ela afirma a procura o saber e a interrogar todos aqueles que afirma possui o saber ficou selebrando a sua afirmação "so sei que nada sei como poderia ser comsiderando o homem mais sabio do mundo ele propio recomnhece a sua propia enginorancia.

segunda-feira, 10 de novembro de 2008

os tres filosofos da natureza

Os primeiros filósofos gregos são freqüentemente chamados de “filósofos da natureza”, porque se interessavam sobretudo pela natureza e pelos processos naturais.

Já tivemos oportunidade de nos perguntar de onde vêm todas as coisas. Hoje em dia muitas pessoas acreditam, umas mais, outras menos, que em algum momento tudo surgiu do nada. Este pensamento não era muito difundido entre os gregos. Por alguma razão, eles sempre partiam do fato de que sempre existiu “alguma coisa”.

A grande questão, portanto, não era saber como tudo surgiu do nada. O que instigava os gregos era saber como a água podia se transformar em peixes vivos, ou como a terra sem vida podia se transformar em árvores frondosas ou em flores multicoloridas. Tudo isto sem falar em como um bebê podia sair do corpo de sua mãe!

Os filósofos viam com seus próprios olhos que havia constantes transformações na natureza. Mas como estas transformações eram possíveis? Como uma substância podia se transformar em algo completamente diferente, numa forma de vida, por exemplo?

Os primeiros filósofos tinham uma coisa em comum: eles acreditavam que determinada substância básica estava por trás de todas essas transformações. Não é muito fácil explicar como eles chegaram a esta idéia. Sabemos apenas que ela se desenvolveu a partir da noção de que deveria haver uma substância básica, que fosse a causa oculta, por assim dizer, de todas as transformações da natureza.

Para nós, o mais interessante não é saber que respostas esses primeiros filósofos encontraram. O interessante é saber que perguntas eles fizeram e que tipo de resposta buscavam. Mais importante para nós é saber como, e não o que eles pensavam exatamente.

Sabemos que eles colocavam questões referentes às transformações que podiam observar na natureza, na tentativa de descobrir algumas leis naturais que fossem eternas. Eles queriam entender os fenômenos naturais, sem ter que para isto recorrer aos mitos. Interessava-lhes, sobretudo, tentar entender por si mesmos os processos naturais, por meio da observação da natureza. E isto era algo completamente diferente da tentativa de explicar raios e trovões, inverno e primavera por referência a acontecimentos no mundo dos deuses.

E assim a filosofia se libertou da religião. Podemos dizer que os filósofos da natureza deram os primeiros passos na direção de uma forma científica de pensar. E com isto deram o pontapé inicial para todas as ciências naturais, surgidas posteriormente.

A maior parte de tudo o que os filósofos da natureza disseram e escreveram ficou perdida para a posteridade. E a maior parte do pouco que sabemos está nos escritos de Aristóteles, que viveu duzentos anos depois dos primeiros filósofos. Mas Aristóteles apenas sintetiza os resultados a que tinham chegado os filósofos que viveram antes dele. Isto significa que nem sempre é possível sabermos como eles chegaram às suas conclusões. O que sabemos, porém, é suficiente para podermos afirmar que o projeto dos primeiros filósofos gregos englobava questões relacionadas à substância básica por detrás das transformações ocorridas na natureza.